sexta-feira, 23 de setembro de 2011

“Noites traiçoeiras” é de autor teresopolitano




- Apropriada por cantora do Piauí, música de Carlos Papae já foi gravada com cinco nomes diferentes

Wanderley Peres

No início do mês, O DIÁRIO divulgou que a cantora piauiense Marinalva Santos tinha se apropriado da música “Noites Traiçoeiras”, do teresopolitano Carlos Papae, e estava brigando pelos direitos autorais da obra, inserida num dos últimos CDs do padre Marcello Rossi. Em entrevista ao Jornal O Piauí, além de dizer-se autora da música, informando até quando inspirou-se para a composição, Marinalva disse que tinha sido reconhecida pela Associação Brasileira de Música e Artes como autora do trabalho, que teria sido produzido por ela em parceria com Vânia Nunes, em 1999, em comemoração de aniversário da igreja Assembléia de Deus em Uberlândia, Minas Gerais. “Apesar de estar sendo disputada por uma cantora do Nordeste, que a teria gravado em 2001, a música ‘Noites Traiçoeiras’ já é conhecida em Teresópolis desde 1985, gravada pelo conjunto Vozes de Sião, composição dos cantores Jorge Apolinário, Valdecir e Carlos Papae, sabidamente até então seu autor”, informou o jornal.

Sucesso nacional depois que foi gravada pelo Padre Marcelo Rossi, a disputa por “Noites Traiçoeiras” ganhou um novo capítulo essa semana. De acusadora, a piauiense Marinalva Santos agora deve ser processada pelas informações divulgadas na imprensa e pela apropriação da obra. Representante dos direitos de Carlos Papae junto as gravadoras, Luciana Fernandes, da editora Prisma, informou que Carlos Papae tem um disco de vinil gravado em 1986 como prova de que compôs a canção em 1985 e, portanto, é considerado o verdadeiro dono dos direitos autorais. Segundo a editora, existe inclusive uma ação civil, que tramita na Justiça do Rio de Janeiro, onde Carlos Papae já disputa a música com outra suposta autora, Simone Telésforo, que registrou “Noites Traiçoeiras” com o nome de “Autor da Fé”, em 1995.

Ouvida pelo DIÁRIO, Kelly Papae, esposa de Carlos, garantiu que a música do marido foi composta em 1985 e gravada em 1986, pelo conjunto Vozes de Sião, fazendo parte do LP Deus é Maior. Depois disso já foi gravada com outros quatro nomes diferentes, chamando-se “Presença Real”, na gravação do padre Ricardo Whait; “Autor da Fé”, segundo Simone Telésforo; “Deus está Sorrindo”, por Marinalva Santos e, finalmente, “Noites Traiçoeiras”, gravação de maior sucesso, feita ano passado pelo padre Marcello Rossi, vendendo cerca de um milhão de cópias. Todas essas gravações, informa Kelly, estão com os pagamentos dos direitos autorais aguardando liberação da justiça. “Recentemente, o Carlos aceitou sugestão da gravadora Sony, permitindo, a coautoria de Simone Telésforo, para que pudesse receber os 50% dos direitos autorais, na gravação do padre Marcello Rossi. O pagamento dos outros 50% estão ainda presos na justiça, como também outros direitos de exibição da música, devendo ser liberados assim que ficar confirmada na ação, que tramita da 44a Vara Cível da Comarca da Capital do Rio de Janeiro”, informa.

A assessoria jurídica da Editora Prisma informou a O DIÁRIO que irá tomar as medidas judiciais cabíveis contra a compositora piauiense pelas declarações dadas. Além de procurar a imprensa para esclarecer o episódio, a empresa que cuida dos direitos autorais de Carlos Papae já enviou um telegrama para Marinalva Santos, alertando-a da apropriação indevida. Ainda segundo a Editora Prisma, a assessoria jurídica da Associação Brasileira de Música e Artes informou que a entidade não foi comunicada de nenhuma ação envolvendo a piauiense. Ou seja, não seria verdadeira a informação dada por Marinalva e o marido Francisco Felipe em entrevista à imprensa de que teriam obtido ganho de causa em ação que teriam promovido contra o padre Marcello Rossi. Ainda segundo o site cidadeverde.com, que divulgou a notícia, a Associação Brasileira de Música e Artes negou ter tomado qualquer decisão e que tenha sido comunicada de alguma ação envolvendo Marinalva Santos.

terça-feira, 20 de setembro de 2011


O Ricardo Boechat deu a algúns dias uma notícia assustadora na tv.

A notícia era sobre uma mulher que comprou uma garrafa de água em um sinal de trânsito, na Zona Oeste do Rio. Logo após beber a água a mulher começou a sentir-se mal e só lembra de ter acordado em uma lanchonete do Bob's, na Av. Brasil, sem o carro, obviamente.

Uma pessoa vende a água e uma moto segue o comprador para "socorrer" a vítima e levar o carro.

A água foi analisada e constataram que continha um anestésico de uso veterinário. É mole?

ATENÇÃO, não compre nada de vendedores (bandidos) em sinais e engarrafamentos!

É UMA NOVA MODALIDADE DE ROUBO - MUITO CUIDADO!!!

Pode chegar logo em outros estados... vamos repassar, somos mais rápidos que eles, na internet...
... do vosso amigo e irmão, Paulo Koral.

quarta-feira, 31 de agosto de 2011

ESCALPELAMENTO por Paulo Koral.




BELÉM - Os poucos registros oficiais sobre os casos de escalpelamentos no Pará refletem um cenário comum à região amazônica: a ausência de acompanhamento das vítimas desse acidente, que é o arrancamento brusco e acidental do escalpo humano que senão for tratado a tempo pode levar à morte. Uma realidade que o grupo de pesquisa "Escalpelamento: Lágrimas nos rios da Amazônia" pretende mudar com o mapeamento dos municípios de origem e identificando o destino das vítimas desse tipo de acidente, atendidas nos hospitais de Belém nos últimos dois anos.

Os dados poderão subsidiar ações de prevenção nas regiões com maior ocorrência desses acidentes, além de possibilitar propostas de acompanhamento e reintegração social para as vítimas que receberam os cuidados médicos e cirúrgicos, mas terão de aprender a conviver com as seqüelas do acidente, como a necessidade de várias cirurgias - pois, há casos em que além do couro cabeludo são arrancados o braço, as orelhas e as pálpebras - e o uso de perucas.

Aprovação

O projeto foi elaborado em 2007, e obteve aprovação do Comitê de Ética de Pesquisa da Universidade Federal do Pará (UFPA) este mês. Agora, os pesquisadores envolvidos, dentre eles a professora do curso de Enfermagem da Universidade do Estado do Pará (UEPA), Elizabeth Teixeira, iniciarão visitas à Santa Casa de Misericórdia do Pará e Prontos Socorros Municipais em busca de informações sobre atendimentos à vítimas de escalpelamento.

Segundo a professora essa etapa documental possibilitará a elaboração de um mapa sobre os casos de escalpelamento no Estado. "Não iremos trabalhar com as pessoas que estão sendo atendidas nos hospitais, queremos saber como fica a vida dessas vítimas depois do trauma", explica a pesquisadora.

Vítimas

A proposta é que em janeiro, com os dados coletados, o grupo vá ao encontro dessas vítimas para saber como tem vivido e que tipo de acompanhamento vem fazendo em seus municípios. "A idéia é que depois do trabalho possamos propor aos hospitais de Belém que façam a contra-referência dos casos, mantendo contato com as unidades de saúde dos municípios dessas vítimas para fazer acompanhamento dos tratamentos que elas precisam continuar fazendo".

Projeto

Aprovado pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPQ) para ser desenvolvido nos próximos dois anos, o projeto "Escalpelamento: Lágrimas nos rios da Amazônia" têm a coordenação geral do professor. Heraldo Maués, da UFPA, e é integrado pelas doutorandas Regina Ribeiro Cunha, Luciléia da Silva Pereira, Ana Sofia Resque Gonçalves e Irene de Jesus Silva, também UFPA, e pela professora Elizabeth Teixeira, convidada para integrar o grupo.

Durante dois anos, as doutorandas realizarão as pesquisas de campo, sendo que, de dois em dois meses, elas deverão reunir com o coordenador e a colaboradora para levantamentos parciais. Depois de um ano de execução, a idéia já é apresentar em congressos locais e nacionais e publicar em periódicos específicos locais e nacionais os resultados obtidos, ainda que o trabalho ainda não esteja concluído.

Escalpelamento é uma palavra originada da palavra escalpo, couro cabeludo que foi arrancado do crânio. No Amapá, a origem dos escalpelamentos está em acidentes de barcos, com crianças e mulheres vitimadas.



O barco é o meio de transporte de muitos ribeirinhos que utilizam pequenos motores em suas embarcações. Desatenção e desinformação estão na base dos acidentes de escalpelamento, onde o couro cabeludo, violentamente arrancado, deforma o rosto e impede que o cabelo volte a crescer.

O acidente ocorre quando ao ligar o motor, desprotegido e com o eixo a girar em alta velocidade, o indivíduo agacha-se, provavelmente para tirar água das pequenas embarcações que se inundam com o movimento do barco, e o cabelo enrosca-se no eixo puxando, violentamente, o couro cabeludo, podendo, ainda, decepar alguma parte do rosto, como as orelhas.

A conseqüência física e espiritual para as vítimas de escalpelamento é a dor. É a marginalização provocada pelo auto-isolamento que se impõem por não ter um dos requisitos considerados como fonte da beleza da mulher. Há que se dizer que 80% dos casos de escalpelamento ocorrem em mulheres. O isolamento provocará depressão e impedirá que faça atividades cotidianas como sair, estudar, relacionar-se. A vida passará por ela, que da janela, somente poderá assistir aos eventos sem dele participar. Não porque não queira, mas porque se sentirá excluída de uma sociedade que tende a marginalização e ao preconceito.

De acordo com o site HTTP:/www.voluntariadoamazonia, as principais dificuldades para as vitimas de escalpelamento são:

• preconceito/desconhecimento,

• Mutilação / óbito,

• Falta de equipamento para cirurgias,

• Falta de medicamento para cirurgias,

• Falta de acompanhamento psicológico,

• Falta de alimento para família,

• Falta de hospedagem para família,

• Falta de transporte para parente,

• Custo alto do tratamento,

• Falta uma cultura de prevenção,

• Pais analfabetos funcionais (geralmente),

• Pobreza (EMBARCAÇÃO ARTESANAL SEM ORIENTAÇÃO TÉCNICA)

• E falta de emprego por não terem qualificação.



A Faculdade Atual, pioneiramente, oferece bolsas de estudos às vitimas de escalpelamento, oportunizando a essas cidadãs uma possibilidade real de ascensão e convivência social. Entretanto, como nem todas possuem o segundo grau, o que lhes daria acesso ao ensino superior, os laboratórios de informática e estagiários do curso de Sistemas de Informação, oferecem cursos básicos de informática visando à capacitação profissional dessas pessoas que estavam excluídas da sociedade, quer por preconceito, quer por falta de qualificação.

Glórias a DEUS existem pessoas, MISSIONÁRIOS que desempenham este trabalho buscar apoio para estas mulheres que são multiladas e que são excluídas desassistidas pela sociedade como uma realidade muito distante mais acontece com tanta freqüência que temos que mobilizar o mundo inteiro e nós dois irmão, SERÁ QUE ESTAMOS FAZENDO O NOSSO PAPEL?

ESCALPELAMENTO




BELÉM - Os poucos registros oficiais sobre os casos de escalpelamentos no Pará refletem um cenário comum à região amazônica: a ausência de acompanhamento das vítimas desse acidente, que é o arrancamento brusco e acidental do escalpo humano que senão for tratado a tempo pode levar à morte. Uma realidade que o grupo de pesquisa "Escalpelamento: Lágrimas nos rios da Amazônia" pretende mudar com o mapeamento dos municípios de origem e identificando o destino das vítimas desse tipo de acidente, atendidas nos hospitais de Belém nos últimos dois anos.

Os dados poderão subsidiar ações de prevenção nas regiões com maior ocorrência desses acidentes, além de possibilitar propostas de acompanhamento e reintegração social para as vítimas que receberam os cuidados médicos e cirúrgicos, mas terão de aprender a conviver com as seqüelas do acidente, como a necessidade de várias cirurgias - pois, há casos em que além do couro cabeludo são arrancados o braço, as orelhas e as pálpebras - e o uso de perucas.

Aprovação

O projeto foi elaborado em 2007, e obteve aprovação do Comitê de Ética de Pesquisa da Universidade Federal do Pará (UFPA) este mês. Agora, os pesquisadores envolvidos, dentre eles a professora do curso de Enfermagem da Universidade do Estado do Pará (UEPA), Elizabeth Teixeira, iniciarão visitas à Santa Casa de Misericórdia do Pará e Prontos Socorros Municipais em busca de informações sobre atendimentos à vítimas de escalpelamento.

Segundo a professora essa etapa documental possibilitará a elaboração de um mapa sobre os casos de escalpelamento no Estado. "Não iremos trabalhar com as pessoas que estão sendo atendidas nos hospitais, queremos saber como fica a vida dessas vítimas depois do trauma", explica a pesquisadora.

Vítimas

A proposta é que em janeiro, com os dados coletados, o grupo vá ao encontro dessas vítimas para saber como tem vivido e que tipo de acompanhamento vem fazendo em seus municípios. "A idéia é que depois do trabalho possamos propor aos hospitais de Belém que façam a contra-referência dos casos, mantendo contato com as unidades de saúde dos municípios dessas vítimas para fazer acompanhamento dos tratamentos que elas precisam continuar fazendo".

Projeto

Aprovado pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPQ) para ser desenvolvido nos próximos dois anos, o projeto "Escalpelamento: Lágrimas nos rios da Amazônia" têm a coordenação geral do professor. Heraldo Maués, da UFPA, e é integrado pelas doutorandas Regina Ribeiro Cunha, Luciléia da Silva Pereira, Ana Sofia Resque Gonçalves e Irene de Jesus Silva, também UFPA, e pela professora Elizabeth Teixeira, convidada para integrar o grupo.

Durante dois anos, as doutorandas realizarão as pesquisas de campo, sendo que, de dois em dois meses, elas deverão reunir com o coordenador e a colaboradora para levantamentos parciais. Depois de um ano de execução, a idéia já é apresentar em congressos locais e nacionais e publicar em periódicos específicos locais e nacionais os resultados obtidos, ainda que o trabalho ainda não esteja concluído.

Escalpelamento é uma palavra originada da palavra escalpo, couro cabeludo que foi arrancado do crânio. No Amapá, a origem dos escalpelamentos está em acidentes de barcos, com crianças e mulheres vitimadas.



O barco é o meio de transporte de muitos ribeirinhos que utilizam pequenos motores em suas embarcações. Desatenção e desinformação estão na base dos acidentes de escalpelamento, onde o couro cabeludo, violentamente arrancado, deforma o rosto e impede que o cabelo volte a crescer.

O acidente ocorre quando ao ligar o motor, desprotegido e com o eixo a girar em alta velocidade, o indivíduo agacha-se, provavelmente para tirar água das pequenas embarcações que se inundam com o movimento do barco, e o cabelo enrosca-se no eixo puxando, violentamente, o couro cabeludo, podendo, ainda, decepar alguma parte do rosto, como as orelhas.

A conseqüência física e espiritual para as vítimas de escalpelamento é a dor. É a marginalização provocada pelo auto-isolamento que se impõem por não ter um dos requisitos considerados como fonte da beleza da mulher. Há que se dizer que 80% dos casos de escalpelamento ocorrem em mulheres. O isolamento provocará depressão e impedirá que faça atividades cotidianas como sair, estudar, relacionar-se. A vida passará por ela, que da janela, somente poderá assistir aos eventos sem dele participar. Não porque não queira, mas porque se sentirá excluída de uma sociedade que tende a marginalização e ao preconceito.

De acordo com o site HTTP:/www.voluntariadoamazonia, as principais dificuldades para as vitimas de escalpelamento são:

• preconceito/desconhecimento,

• Mutilação / óbito,

• Falta de equipamento para cirurgias,

• Falta de medicamento para cirurgias,

• Falta de acompanhamento psicológico,

• Falta de alimento para família,

• Falta de hospedagem para família,

• Falta de transporte para parente,

• Custo alto do tratamento,

• Falta uma cultura de prevenção,

• Pais analfabetos funcionais (geralmente),

• Pobreza (EMBARCAÇÃO ARTESANAL SEM ORIENTAÇÃO TÉCNICA)

• E falta de emprego por não terem qualificação.



A Faculdade Atual, pioneiramente, oferece bolsas de estudos às vitimas de escalpelamento, oportunizando a essas cidadãs uma possibilidade real de ascensão e convivência social. Entretanto, como nem todas possuem o segundo grau, o que lhes daria acesso ao ensino superior, os laboratórios de informática e estagiários do curso de Sistemas de Informação, oferecem cursos básicos de informática visando à capacitação profissional dessas pessoas que estavam excluídas da sociedade, quer por preconceito, quer por falta de qualificação.

este e o meu trabalho buscar apoio estas mulheres são multiladas e que são excluídas desassistidas pela sociedade como uma realidade muito distante mais acontece com tanta freqüência que temos que mobilizar o mundo inteiro

ESCALPELAMENTO




BELÉM - Os poucos registros oficiais sobre os casos de escalpelamentos no Pará refletem um cenário comum à região amazônica: a ausência de acompanhamento das vítimas desse acidente, que é o arrancamento brusco e acidental do escalpo humano que senão for tratado a tempo pode levar à morte. Uma realidade que o grupo de pesquisa "Escalpelamento: Lágrimas nos rios da Amazônia" pretende mudar com o mapeamento dos municípios de origem e identificando o destino das vítimas desse tipo de acidente, atendidas nos hospitais de Belém nos últimos dois anos.

Os dados poderão subsidiar ações de prevenção nas regiões com maior ocorrência desses acidentes, além de possibilitar propostas de acompanhamento e reintegração social para as vítimas que receberam os cuidados médicos e cirúrgicos, mas terão de aprender a conviver com as seqüelas do acidente, como a necessidade de várias cirurgias - pois, há casos em que além do couro cabeludo são arrancados o braço, as orelhas e as pálpebras - e o uso de perucas.

Aprovação

O projeto foi elaborado em 2007, e obteve aprovação do Comitê de Ética de Pesquisa da Universidade Federal do Pará (UFPA) este mês. Agora, os pesquisadores envolvidos, dentre eles a professora do curso de Enfermagem da Universidade do Estado do Pará (UEPA), Elizabeth Teixeira, iniciarão visitas à Santa Casa de Misericórdia do Pará e Prontos Socorros Municipais em busca de informações sobre atendimentos à vítimas de escalpelamento.

Segundo a professora essa etapa documental possibilitará a elaboração de um mapa sobre os casos de escalpelamento no Estado. "Não iremos trabalhar com as pessoas que estão sendo atendidas nos hospitais, queremos saber como fica a vida dessas vítimas depois do trauma", explica a pesquisadora.

Vítimas

A proposta é que em janeiro, com os dados coletados, o grupo vá ao encontro dessas vítimas para saber como tem vivido e que tipo de acompanhamento vem fazendo em seus municípios. "A idéia é que depois do trabalho possamos propor aos hospitais de Belém que façam a contra-referência dos casos, mantendo contato com as unidades de saúde dos municípios dessas vítimas para fazer acompanhamento dos tratamentos que elas precisam continuar fazendo".

Projeto

Aprovado pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPQ) para ser desenvolvido nos próximos dois anos, o projeto "Escalpelamento: Lágrimas nos rios da Amazônia" têm a coordenação geral do professor. Heraldo Maués, da UFPA, e é integrado pelas doutorandas Regina Ribeiro Cunha, Luciléia da Silva Pereira, Ana Sofia Resque Gonçalves e Irene de Jesus Silva, também UFPA, e pela professora Elizabeth Teixeira, convidada para integrar o grupo.

Durante dois anos, as doutorandas realizarão as pesquisas de campo, sendo que, de dois em dois meses, elas deverão reunir com o coordenador e a colaboradora para levantamentos parciais. Depois de um ano de execução, a idéia já é apresentar em congressos locais e nacionais e publicar em periódicos específicos locais e nacionais os resultados obtidos, ainda que o trabalho ainda não esteja concluído.

Escalpelamento é uma palavra originada da palavra escalpo, couro cabeludo que foi arrancado do crânio. No Amapá, a origem dos escalpelamentos está em acidentes de barcos, com crianças e mulheres vitimadas.

O barco é o meio de transporte de muitos ribeirinhos que utilizam pequenos motores em suas embarcações. Desatenção e desinformação estão na base dos acidentes de escalpelamento, onde o couro cabeludo, violentamente arrancado, deforma o rosto e impede que o cabelo volte a crescer.

O acidente ocorre quando ao ligar o motor, desprotegido e com o eixo a girar em alta velocidade, o indivíduo agacha-se, provavelmente para tirar água das pequenas embarcações que se inundam com o movimento do barco, e o cabelo enrosca-se no eixo puxando, violentamente, o couro cabeludo, podendo, ainda, decepar alguma parte do rosto, como as orelhas.

A conseqüência física e espiritual para as vítimas de escalpelamento é a dor. É a marginalização provocada pelo auto-isolamento que se impõem por não ter um dos requisitos considerados como fonte da beleza da mulher. Há que se dizer que 80% dos casos de escalpelamento ocorrem em mulheres. O isolamento provocará depressão e impedirá que faça atividades cotidianas como sair, estudar, relacionar-se. A vida passará por ela, que da janela, somente poderá assistir aos eventos sem dele participar. Não porque não queira, mas porque se sentirá excluída de uma sociedade que tende a marginalização e ao preconceito.

De acordo com o site HTTP:/www.voluntariadoamazonia, as principais dificuldades para as vitimas de escalpelamento são:

• preconceito/desconhecimento,

• Mutilação / óbito,

• Falta de equipamento para cirurgias,

• Falta de medicamento para cirurgias,

• Falta de acompanhamento psicológico,

• Falta de alimento para família,

• Falta de hospedagem para família,

• Falta de transporte para parente,

• Custo alto do tratamento,

• Falta uma cultura de prevenção,

• Pais analfabetos funcionais (geralmente),

• Pobreza (EMBARCAÇÃO ARTESANAL SEM ORIENTAÇÃO TÉCNICA)

• E falta de emprego por não terem qualificação.

A Faculdade Atual, pioneiramente, oferece bolsas de estudos às vitimas de escalpelamento, oportunizando a essas cidadãs uma possibilidade real de ascensão e convivência social. Entretanto, como nem todas possuem o segundo grau, o que lhes daria acesso ao ensino superior, os laboratórios de informática e estagiários do curso de Sistemas de Informação, oferecem cursos básicos de informática visando à capacitação profissional dessas pessoas que estavam excluídas da sociedade, quer por preconceito, quer por falta de qualificação.

este e o meu trabalho buscar apoio estas mulheres são multiladas e que são excluídas desassistidas pela sociedade como uma realidade muito distante mais acontece com tanta freqüência que temos que mobilizar o mundo inteiro

domingo, 24 de abril de 2011

100 ANOS DAS ASSEMBLÉIAS DE DEUS NO BRASIL



Sinopse da História das Assembléias de Deus no Brasil


As Assembleias de Deus estão completando 100 anos no Brasil. Tudo começou com a vinda de dois missionários suecos que antes de chegarem ao Brasil visitaram o movimento de despertamento e avivamento espiritual da Rua Azuza em Los Angeles, EUA. Daniel Berg e Gunnar Vingren atenderam a chamada missionária ao receberem uma revelação de Deus acerca do Pará. Porém, ambos não sabiam onde ficava. Ao pesquisarem no mapa descobriram que se tratava da região norte de nosso país. Obedecendo ao “ide” chegaram a terras brasileiras em 19 de novembro de 1910.
A princípio reuniram-se com as igrejas batistas aqui já instaladas, mas como traziam na bagagem a doutrina pentecostal do batismo no Espírito Santo com a evidência do falar em línguas e a atualidade da concessão de dons espirituais como nos tempos apostólicos, não demorou para que o Senhor Jesus começasse a batizar os membros daquela igreja que, não aceitando a nova doutrina, decidiram desligar da comunhão os crentes que se uniram aos missionários. Entre eles a irmã Celina Albuquerque, que na madrugada de 18 de junho de 1911 recebeu o batismo no Espírito Santo e falou em línguas conforme a promessa descrita no livro do profeta Joel 2 e seu cumprimento em Atos dos Apóstolos 2. Ela foi a primeira crente da igreja Batista de Belém a ser batizada. Logo outros foram batizados também. Um total de 19 membros deixou a igreja Batista em Belém do Pará para juntar-se aos missionários e fundarem em 18 de junho de 1911 a igreja Missão da Fé Apostólica.
Muitos estavam curiosos para conhecerem a nova doutrina. Houve rejeição por parte de alguns, mas muitos abraçaram a doutrina porque viam nas páginas da Bíblia a confirmação do que era pregado e ensinado pelos missionários estrangeiros. A essa altura as reuniões de oração que no início aconteciam na residência dos missionários, passaram à residência da irmã Celina de Albuquerque.
Reunidos na casa da irmã Celina, por sugestão de Gunnar Vingren, em 18 de janeiro de 1918, registrou-se a igreja Assembleia de Deus, nome que traz até hoje. Tendo origem no movimento pentecostal do início do século XX na América, as Assembleias de Deus do Brasil, cresceram nos moldes da igreja do Novo Testamento, onde os discípulos cheios do Espírito Santo levaram o Evangelho a todo o mundo.
Não muito tempo depois as Assembleias de Deus chegaram aos grandes centros urbanos das regiões Sul e Sudeste, como Porto Alegre, São Paulo e Belo Horizonte. Em 1922 chegou ao Rio de Janeiro, no bairro de São Cristóvão, e ganhou impulso com a transferência de Gunnar Vingren, de Belém, PA, em 1924, para a então capital da República.
Desde 1930, quando se realizou a primeira Convenção Geral dos pastores na cidade de Natal, RN, as Assembléias de Deus no Brasil passaram a ter autonomia interna, sendo administrada exclusivamente pelos pastores residentes no Brasil, sem, contudo perder os vínculos fraternais com a igreja na Suécia. A partir de 1936 a igreja passou a ter maior colaboração das Assembléias de Deus dos EUA através dos missionários enviados ao país, os quais se envolveram de forma mais direta com a estruturação teológica da denominação.
Em virtude de seu fenomenal crescimento, principalmente depois dos anos 90 com a criação e ação da chamada Década da Colheita, iniciativa das Assembléias de Deus, os pentecostais começaram a fazer diferença no cenário religioso brasileiro. De repente, as autoridades religiosas e seculares despertaram para uma possibilidade jamais imaginada: o Brasil poderia vir a tornar-se, no futuro, uma nação protestante. Tal possibilidade se tornou ainda mais real com a divulgação entre o final de 2006 e início de 2007 por um instituto de pesquisa de que, com vinte milhões de fiéis, o Brasil é o maior país pentecostal do mundo.
Atualmente os mesmos institutos de pesquisa apontam para uma mudança no perfil evangélico brasileiro em todos os setores da sociedade por conta da ação do Evangelho. As Assembleias de Deus estão hoje em todas as camadas da sociedade, inclusive com representantes na esfera política do Congresso Nacional. Como agente de mudança não somente espiritual, vê-se a igreja agindo em grande escala em trabalhos sociais de grande envergadura e empenhada a mudar a face do nosso país a partir do Evangelho de Jesus Cristo, tendo templos em quase todas as cidades brasileiras.
As Assembleias de Deus chegam ao seu centenário como uma igreja forte, crescente e saudável, mantendo a pureza da doutrina pentecostal e, desafiando os especialistas em crescimento de igreja, continua expandindo-se desta feita para além das fronteiras, realizando um extraordinário trabalho missionário, tendo obreiros em quase todos os países do globo.
A Convenção Geral das Assembleias de Deus no Brasil (CGADB), presidida pelo Pr. José Wellington Bezerra da Costa, vem realizando no centenário das Assembleias de Deus solenidades cúlticas em todas regiões do Brasil, preparando e conscientizando seus membros acerca importância da chegada dos missionários e da preservação da doutrina pentecostal em solo brasileiro.
Autor: PAULO KORAL por Pr. Guedes
(Adaptado)
Fonte: CPAD, Wikipedia e Dicionário do Movimento Pentecostal
________________________________________
Article printed from Assembléia de Deus On-Line: http://www.assembleia.org.br/site
URL to article: http://www.assembleia.org.br/site/100-anos-das-assembleias-de-deus-no-brasil/

sexta-feira, 1 de abril de 2011

O que Todo Crente dos Últimos Dias Deve Saber


Muitas coisas que estão acontecendo em nosso mundo que são sinais dos últimos tempos, disse o evangelista Greg Laurie.

Enquanto que esta certamente não é a primeira vez que um pregador tem feito essa declaração, o atual caos no Egito e em outras parte do Oriente Médio, entre outras coisas, tem levado o pregador do Sul da Califórnia a preparar os Cristãos para os últimos dias.

“O que todo crente dos últimos dias tem que saber” foi o nome da mensagem de Laurie, que pregou a milhares na Harvest Christian Fellowship en Riverside, Califórnia. E através da Internet.

“Creio que estes são sinais de boa fé dos tempos nos alertando sobre o fato de que Cristo vem de novo,” disse. Como as dores de parto, os acontecimentos proféticos que estão detalhados na Bíblia, estão acontecendo com maior intensidade e maior frequência.

Alguns dos eventos que Laurie lista como sinais dos tempos são: os distúrbios no Egito, o surgimento da China como uma superpotência militar e econômica, a diminuição dos Estados Unidos como uma superpotência, a agressão cada vez maior da Rússia e a crescente ameaça do Islã militante.




Outro sinal dos tempos – impostores.

“Haverá impostores, genuínas imitações, falsos cristãos, impostores,” disse. “Estas são pessoas que estão pretendendo ser algo que não são – hipócritas no verdadeiro sentido da palavra. Eles estão atuando.”

E eles também estão invandindo as Igrejas, especialmente as grandes Igrejas.

“O que se supõe que devemos fazer como crentes que vivem nos últimos dias?” disse Laurie.

Viva como se você realmente acredita que Jesus está vindo, respondeu ele.

Como um oficial da estrada faz com que um motorista, de repente, tenha cuidado com a velocidade e a diminua, o retorno de Jesus deve afetar a maneira em que vivem os Cristãos, ilustrou.




"Se você realmente acredita que Jesus está voltando, que deve afetar o nosso comportamento."

No entanto, muitos crentes estão sucumbindo às tentações sutís e eficazes de compromisso de Satanás.

Esse "pequeno pecado" que alguns tentam racionalizar, no entanto, funciona como fermento e permeia todas as áreas da vida, Laurie disse, citando as parábolas da Bíblia.

"Nós devemos manter nossa vida pura," disse ele à congregação, chamando-os de volta e se arrependendo de qualquer compromisso na vida.

Para colocá-lo sob uma melhor perspectiva, disse ele, "ficar bem com Deus ou ficar para trás."

Ele exortou os Cristãos a, como jogar uma rede na água para pegar todos os tipos de peixes, trazer a todos que possam a Cristo.

Os dias finais, explicou ele, consiste no arrebatamento (onde todos os verdadeiros crentes são levados para o céu), a Tribulação, o surgimento do anticristo, a batalha do Armagedom, a Segunda Vinda de Cristo, o milênio (um reinado de mil anos de Cristo na terra) e, finalmente, o céu e a terra se tornando um.

"Vamos ver o bom e o mau ... e que o Senhor, finalmente, irá vencer," disse.